Quinta-feira, Julho 24, 2008

quero o menino cheio de defeitos...

... únicos e subtis, que encham as minhas bolinhas de sabão, aquelas que fiz para ti, para te levar a meu lado num céu pintado de violeta, num céu só meu, e partilhar contigo a magia do meu mundo. Tenho à minha frente a paleta de cores que teimam em não encher o meu mundo de luz e côr, de brilho e purpurina e, por mais que tente, os magentas e os azuis, os violetas e os amarelos, os verdes e os rosas não saltam nem enchem o meu ar, o meu sol, a minha vida, não se misturam. Imóveis, permanecem dentro de um espaço muito bem delineado, como se a vida não fosse uma festa, como se os meus dias não precisassem de côr. Por isso, pintei o céu de violeta e lá vou andando dentro da bolinha de sabão, ao sabor do vento e da brisa, na certeza de que em breve a minha bolinha de sabão rebentará, silenciosamente. deixando-me apenas com salpicos frescos na cara... Enche-me de brisa, enche-me de sorrisos e pinta um arco-íris no meu olhar. Mas quero-te com defeitos, com a matéria com que uma alma se constrói! Sem marcas, nem etiquetas, assim, simplesmente como és!

Sexta-feira, Julho 18, 2008

Assim como assim...

já não há barulho dentro do meu silêncio. calaram-se as vozes dos outros, as conversas imaginárias cessaram e cada uma das personagens seguiu a sua vida, não sei bem quando, como e para onde. mas sumiram-se e deixaram de invadir o meu espaço, de falar na minha cabeça, de interromper o meu silêncio.
agora, esqueço que o prometido é devido e deixo que as promessas de outrora se desvaneçam nas horas que passam, no barulho dos ponteiros que, segundo a segundo, me vai afastando dos juramentos que nunca foram cumpridos, das palavras ditas ao sabor do vento e dos castelos de areia, construídos no ar e à beira-mar, bem juntinho ao vai-e-vem das ondas.

assim como assim, at last life is simpler, e agora apenas me vou surpreendendo com sentires pequeninos, com os sorrisos que me escapam a correr com uma enorme vontade de esvoaçar a praia no final do dia, acabando por cair numa onda perdida que me molha os pés dando vida às pedrinhas cheias de sabor a sal...
... suspiro...
Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.

Pablo Neruda

Quarta-feira, Julho 09, 2008

*o tempo que se alterou...

Imagem retirada do blog Orelhas de Coelho

Sábado, Julho 05, 2008

F-É-R-I-A-S ;-)



A loucura tomou conta de mim ontem à noite, naquela que seria tão somente uma noite de crepes com gelado de morango e chocolate e cinco dedos de conversa...
... o certo é que os bilhetes foram comprados, instalou-se a euforia e... estou quase lá!
(Ainda quero ver como vai ser a história da scooter!!!)